A venda João Romão
Português, ambicioso e calculista, João Romão é o motor de toda a obra. Começa como um vendeiro mesquinho e, moeda a moeda, transforma-se em proprietário de uma venda, de uma pedreira e do cortiço inteiro. Cada centavo poupado é um tijolo a mais na sua fortuna e, ao mesmo tempo, na sua desumanidade.
Ele é a encarnação literária do capitalismo selvagem do século XIX: explora os moradores, suga o trabalho da companheira Bertoleza e, no fim, trai a todos para se casar com a filha do burguês Miranda e finalmente "subir" de classe. Em João Romão, a ambição não tem limite moral.
A UERJ cobra João Romão como símbolo da ascensão social pela exploração. Atenção à relação entre acúmulo de capital e degradação ética.