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Campanha à Prefeitura · Sucupira · Bahia
Dias Gomes  ·  1962

O Bem-Amado

Farsa sócio-político-patológica em 9 quadros
“Vote num homem sérioe ganhe um cemitério!”
13
Odorico Paraguaçu Candidato a prefeito · o Bem-Amado

Uma farsa de 1962 que parece manchete de hoje. Demagogia, obra inútil e um cemitério à espera de defunto: a sátira política que a UERJ escolheu para a sua Redação.

Ver o mapa dos 9 quadros ↓

O Bem-Amado é a obra da prova de Redação do Exame Discursivo da UERJ 2027. A banca tira um fragmento do livro e monta o tema a partir dele — não pede resumo. Como funciona a redação da UERJ →

Sobre a obra

Escrita em 1962.
Atual como o jornal de hoje.

Dias Gomes (1922–1999) é um dos maiores dramaturgos do Brasil. Escreveu Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte no início dos anos 1960, publicada depois com o subtítulo que a define: farsa sócio-político-patológica em 9 quadros. A peça só estreou em 30 de abril de 1969, no Teatro de Amadores de Pernambuco, e em 1973 virou a primeira telenovela em cores da TV brasileira.

Sucupira, cidade fictícia do litoral baiano, é lida por boa parte da crítica como metáfora do Brasil. A farsa é o gênero: uma sucessão de trapaças e armações em que o humor não é enfeite, é o método da crítica. Rir de Odorico é a forma que Dias Gomes encontrou de tornar suportável — e por isso mesmo mais eficaz — o retrato do coronelismo.

Na UERJ, a obra entra como base da Redação, e isso muda tudo. Você não vai resumir a peça: vai receber um fragmento tirado dela e escrever uma dissertação sobre o tema que nasce desse fragmento. Quanto melhor você conhecer cada quadro, mais preparado estará para qualquer recorte que a banca escolher.

Os tipos de Sucupira

O comício

Dias Gomes não cria pessoas: cria tipos, caricaturas de papéis sociais. Conheça o elenco da farsa, como se fossem santinhos de campanha.

13

Odorico Paraguaçu

O prefeito demagogo

Coronel que se elege com a promessa do cemitério. Vaidoso, oportunista e mestre da retórica vazia: inventa palavras para soar erudito e desvia verba da saúde, da educação e do saneamento para erguer a obra que lhe dará glória. Encarna o populista que transforma a gestão pública em espetáculo pessoal.

★

Zeca Diabo

O cangaceiro convertido

Trazido a Sucupira como "fazedor de defuntos" e nomeado delegado por Odorico, na esperança de que mate alguém. Mas chega convertido, por promessa a padinho Ciço, e se recusa. Acaba sendo o único personagem com código moral firme — e é ele quem, no fim, mata o prefeito ao descobrir a armação.

★

Neco Pedreira

O jornalista · a oposição

Dono do jornal A Trombeta, é a voz que denuncia as manobras do prefeito e o chama de esbanjador do dinheiro público. Representa a imprensa como fiscal do poder — e também os seus excessos, já que Dias Gomes se inspirou em Carlos Lacerda para construí-lo. É ele quem discursa no enterro de Odorico.

★

Dirceu Borboleta

O secretário manipulável

Caçador de borboletas nomeado secretário da prefeitura — o nepotismo em pessoa. Casado com Dulcineia, é convencido por Odorico de que a esposa o trai com o jornalista. Sem os óculos, atira às cegas e mata a própria mulher. É o instrumento: o homem sem julgamento próprio que executa a vontade do poder.

★

Irmãs Cajazeiras

A moral de fachada

Doroteia, Dulcineia e Judiceia: beatas e falsas moralistas, devotas de Odorico — por quem são secretamente apaixonadas. Escandalizam-se por fora e se corrompem por dentro. Dulcineia, amante do prefeito, torna-se o primeiro defunto de Sucupira, morta pelo próprio marido.

★

Chico Moleza

O coveiro sem defunto

Preguiçoso e lerdo, é nomeado coveiro e encarregado de procurar moribundos pela cidade. Sua função absurda — vigiar quem está prestes a morrer para justificar uma obra pública — é a farsa em estado puro: o emprego existe, mas o serviço não.

★

O povo de Sucupira

O eleitorado seduzido

Mestre Ambrósio, Zelão, Dermeval, Juju: a população que aclama Odorico, aplaude o discurso vazio e é a primeira a sofrer com o desvio de verbas. No fim, chora o prefeito como mártir. O povo manipulável é, ao mesmo tempo, alvo e vítima da farsa.

Atenção ao elenco certo: Vladimir, personagem conhecido das adaptações televisivas, não existe na peça. Quem faz oposição a Odorico no texto de Dias Gomes é o jornalista Neco Pedreira, dono de A Trombeta. A UERJ cobra o livro — é por ele que você deve estudar.

O material que ninguém te dá

De qual quadro sai o seu tema?

A UERJ não sorteia um tema no ar: ela retira um fragmento de um trecho da obra e formula o tema a partir dele. Então a preparação eficiente não é decorar o enredo — é saber, quadro a quadro, que discussão pode nascer dali. Abaixo, os 9 quadros da farsa e, em cada um, o tema mais provável e uma tese pronta para ser desenvolvida.

I

O defunto na rede

Tema provável: A dignidade como pauta e a política que se alimenta da carência

O que acontece

Pescadores chegam à praia carregando o corpo de Mestre Leonel numa rede: Sucupira não tem cemitério e é preciso caminhar milhas até a cidade vizinha para enterrar os mortos. Odorico aproveita a revolta e lança sua candidatura com o slogan "Vote num homem sério e ganhe um cemitério".

Tese que se sustenta a partir daqui

Quando o Estado não garante o básico, a falta vira moeda eleitoral. O direito deixa de ser dever público e passa a ser favor prometido.

II

A verba que não existe

Tema provável: Prioridades invertidas na gestão pública e o custo social da obra de vitrine

O que acontece

Eleito, Odorico nomeia Dirceu secretário e descobre que não há dinheiro para a obra. Passa então a desviar verbas do saneamento, da água, da luz, da educação e da saúde. Desvia dos vivos para servir aos mortos.

Tese que se sustenta a partir daqui

A obra que rende foto compete com o serviço que salva vida. Escolher a primeira é uma decisão política, não uma falta de recurso.

III

O cemitério vazio

Tema provável: O papel fiscalizador da imprensa e os limites do poder diante da crítica

O que acontece

A obra fica pronta e ninguém morre. A oposição cresce, e Neco Pedreira ataca o prefeito em A Trombeta. Moleza é nomeado coveiro e sai à cata de moribundos. Odorico cogita mandar espancar o jornalista, mas desiste para não criar um mártir.

Tese que se sustenta a partir daqui

A imprensa livre é o que impede que o discurso oficial seja a única versão dos fatos — e é justamente por isso que incomoda quem governa.

IV

O moribundo que não morre

Tema provável: A instrumentalização da vida humana por interesse político

O que acontece

Odorico banca a viagem de Ernesto, primo de Juju, desenganado pelos médicos, na esperança de que morra em Sucupira. Mas o ar e a água da cidade curam sua tuberculose e ele fica melhor do que todos.

Tese que se sustenta a partir daqui

Quando a pessoa vira meio para um fim político, a lógica se inverte: a cura do outro passa a ser um problema para quem governa.

V

O cangaceiro convertido

Tema provável: Cargo público como moeda de troca e a aparelhagem das instituições

O que acontece

Mestre Ambrósio traz Zeca Diabo, cangaceiro temido, que é perdoado por Odorico e nomeado delegado — com a expectativa de que produza um defunto. Zeca, porém, chega arrependido e jura nunca mais matar.

Tese que se sustenta a partir daqui

Nomear por conveniência transforma a instituição em extensão do interesse privado de quem nomeia.

VI

A bala que erra o alvo

Tema provável: Manipulação da opinião alheia e a violência que nasce do boato

O que acontece

Zeca invade A Trombeta, mas acaba se entendendo com Neco e descobrindo o que é liberdade de expressão. Dulcineia revela a Odorico que está grávida dele. Para se livrar dos dois problemas, o prefeito convence Dirceu de que a esposa o trai com o jornalista e lhe entrega uma arma. Sem os óculos, Dirceu atira às cegas e mata a própria mulher.

Tese que se sustenta a partir daqui

Quem controla a narrativa consegue armar a mão do outro sem jamais puxar o gatilho — e sem assumir a responsabilidade.

VII

O feriado do adultério

Tema provável: Espetacularização da dor e o uso político do luto

O que acontece

Odorico decreta feriado municipal para o enterro de Dulcineia, com marcha fúnebre ensaiada e discurso decorado. Mas chega tio Hilário com uma carta: o corpo deve ser sepultado ao lado do pai, em Jaguatirica. As irmãs cumprem a vontade do falecido.

Tese que se sustenta a partir daqui

Transformar a tragédia alheia em cerimônia de autopromoção é a forma mais crua de esvaziar o sentido do sofrimento.

VIII

A queda

Tema provável: Corrupção, responsabilização e o limite entre a lei e a vontade do governante

O que acontece

As irmãs obtêm autorização judicial para levar o corpo. Zeca, delegado, faz valer a lei; Odorico o demite. Neco publica que o prefeito armou a morte de Dulcineia para inaugurar o cemitério. Encurralado, Odorico tenta simular um atentado contra si mesmo — e Zeca chega antes, tornando o atentado real.

Tese que se sustenta a partir daqui

A democracia só existe quando a lei vale também contra quem a aplica. Sem isso, há apenas poder pessoal com nome de instituição.

IX

O primeiro defunto

Tema provável: A fabricação de mártires e a memória política seletiva

O que acontece

Odorico é o primeiro sepultado no cemitério que mandou construir. Quem discursa no enterro é Neco Pedreira, que o descreve como exemplo de probidade, caráter e amor ao próximo. Sucupira chora seu mártir.

Tese que se sustenta a partir daqui

A morte reescreve a biografia. A sociedade que não elabora criticamente o passado repete, na homenagem, o erro que denunciou em vida.

Use esta tabela como treino: escolha um quadro, escreva a introdução com a tese sugerida e dois parágrafos de desenvolvimento. Nove quadros, nove redações — e nenhum recorte da banca vai te pegar de surpresa.

Odoriquês — o idioma da demagogia

O dicionário do Odorico

Odorico inventa palavras pomposas para dar ares de erudição a discursos vazios. É a sátira da retórica política em estado puro: muito som, nenhum conteúdo — e um prato cheio para análise de linguagem.

neologismo Prafrentemente Para a frente, no futuro. O advérbio inventado que promete progresso sem dizer qual.
neologismo Pratrasmente Para trás, no passado. O par simétrico do anterior — inventado pela mesma fórmula preguiçosa.
neologismo Agoramente Agora. Pompa gramatical aplicada ao mais banal dos advérbios.
neologismo Desaforistas Xingamento para os adversários políticos, formado como se fosse termo técnico.
eufemismo Defuntice compulsória Morte forçada. O eufemismo burocrático que transforma assassinato em política pública.
neologismo Os entretantos As objeções, as ideias contrárias. Substantivar a conjunção é o auge da erudição de fachada.
perífrase Desapetrechados de inteligência Burros. Humilhar subordinados com vocabulário difícil é parte do personagem.
bordão Os finalmentes justificam os não obstantes Paródia de "os fins justificam os meios", com conjunções virando substantivo. Virou bordão popular.
slogan Vote num homem sério e ganhe um cemitério O slogan de campanha: a rima transforma direito em brinde e voto em troca comercial.
trocadilho Vim de branco que é pra ser mais claro Trocadilho de palanque: a roupa como argumento. Forma pura, conteúdo zero.

O odoriquês não é piada solta: é caracterização por linguagem. Dias Gomes constrói o vazio do personagem pela forma como ele fala. Vale como repertório sobre discurso político e como análise de formação de palavras e figuras de linguagem.

O pulo do gato

Como transformar a obra em ponto

A correção da UERJ tem cinco eixos, de 0 a 4 cada, somando 20 pontos. Veja a diferença entre citar a obra e usar a obra.

Versão que perde ponto

Na obra O Bem-Amado, de Dias Gomes, Odorico Paraguaçu é um prefeito que promete construir um cemitério em Sucupira e se elege. Depois ele não consegue inaugurar porque ninguém morre. No final, ele mesmo morre e é enterrado lá. Isso mostra que a política brasileira é corrupta.

  • Resume o enredo em vez de argumentar — o examinador chama isso de escrever sobre o livro, não sobre o tema.
  • Fecha com uma generalização sem sustentação ("a política é corrupta").
  • Nenhuma marca de autoria: qualquer candidato escreveria esse parágrafo.
Versão que pontua

A inversão de prioridades na gestão pública se sustenta menos na falta de recursos do que na busca por visibilidade. Em O Bem-Amado, Dias Gomes leva essa lógica ao limite: para erguer o cemitério que lhe renderá glória, Odorico Paraguaçu desvia verbas do saneamento, da educação e da saúde — subtrai dos vivos para servir aos mortos. A farsa expõe um critério real de decisão: entre o serviço que salva e a obra que aparece, escolhe-se o que pode ser inaugurado com discurso. Reconhecer esse critério é o primeiro passo para exigir que o orçamento público responda à necessidade, e não à agenda eleitoral de quem o administra.

  • Tópico frasal abre com a tese, não com o livro.
  • A obra entra como sustentação, com fato preciso do enredo (o desvio de verbas), não como resumo.
  • Fechamento retorna à tese e projeta consequência — é onde moram as marcas de autoria.

Onde essa diferença vira nota

  • Eixo 2 Atendimento ao tema: escrever sobre o recorte, não sobre o livro.
  • Eixo 3 Projeto de texto: tópico frasal, sustentação e fechamento em cada parágrafo.
  • Eixo 4 Marcas de autoria: a leitura própria do repertório, não o resumo decorado.
Ver os 5 eixos de correção em detalhe →
Para a prova

Seu repertório, tema por tema

Se o tema da redação cair em uma destas discussões, você já sabe exatamente o que da obra usar.

Populismo e discurso vazio

Odorico como caso extremo da retórica que substitui projeto por eloquência: o odoriquês é forma sem conteúdo.

Corrupção e prioridade pública

O desvio de verba da saúde e da educação para a obra de vitrine dá exemplo concreto de escolha política travestida de falta de recurso.

Liberdade de imprensa

A Trombeta e Neco Pedreira sustentam argumento sobre imprensa como fiscal do poder — e a ambiguidade do personagem evita maniqueísmo.

Moralismo e hipocrisia social

As irmãs Cajazeiras permitem discutir a moral que condena em público o que pratica em privado.

Instituições aparelhadas

Cangaceiro nomeado delegado e caçador de borboletas nomeado secretário: nepotismo e loteamento de cargos em imagem inesquecível.

Memória e responsabilização

O elogio fúnebre de um corrupto sustenta tese sobre a sociedade que não elabora criticamente seu próprio passado.

Dúvidas frequentes

Perguntas que todo mundo faz

O Bem-Amado cai em qual prova da UERJ?

O Bem-Amado, de Dias Gomes, é a obra da prova de Redação do Exame Discursivo da UERJ 2027. Não cai no Exame de Qualificação: no 1º EQ a obra foi Ainda Estou Aqui e no 2º EQ foi O Cortiço. A outra obra do Discursivo, Luanda, Lisboa, Paraíso, é cobrada na prova específica de Língua Portuguesa e Literaturas.

Como a UERJ usa a obra na prova de Redação?

A banca retira um fragmento de um trecho qualquer do livro e formula, a partir dele, um tema para dissertação argumentativa. Você não escreve sobre a obra: escreve sobre o tema que nasceu do fragmento, usando o livro como repertório. Resumir a peça em vez de dissertar é um dos erros mais graves e mais frequentes.

Qual é o resumo de O Bem-Amado?

Sucupira, cidade fictícia do litoral baiano, não tem cemitério. Odorico Paraguaçu se elege prefeito com a promessa de construí-lo, sob o slogan "Vote num homem sério e ganhe um cemitério". A obra é erguida com verbas desviadas da saúde, da educação e do saneamento — mas ninguém morre para inaugurá-la. Odorico tenta de tudo: banca a viagem de um moribundo que se cura, nomeia o cangaceiro Zeca Diabo delegado na esperança de um crime e acaba manipulando o secretário Dirceu Borboleta a atirar no jornalista Neco Pedreira. Dirceu erra o alvo e mata a própria esposa, Dulcinéia, amante do prefeito. O corpo é levado para outra cidade, a trama vem a público e Zeca Diabo mata Odorico, que se torna o primeiro sepultado no cemitério que mandou construir.

Quem são os personagens de O Bem-Amado?

Odorico Paraguaçu, o prefeito demagogo; Zeca Diabo, o cangaceiro convertido que vira delegado; Neco Pedreira, o jornalista dono de A Trombeta e líder da oposição; Dirceu Borboleta, o secretário caçador de borboletas; as irmãs Cajazeiras — Doroteia, Dulcineia e Judiceia —, beatas e falsas moralistas apaixonadas pelo prefeito; Chico Moleza, o coveiro; o vigário; e figuras do povo de Sucupira como Mestre Ambrósio, Zelão e Dermeval.

Vladimir é personagem de O Bem-Amado?

Não. Vladimir é personagem das adaptações televisivas de Dias Gomes, não da peça. Quem faz oposição a Odorico no texto teatral é o jornalista Neco Pedreira, dono do jornal A Trombeta. Como a UERJ cobra o livro, é o elenco da peça que importa.

O que é o odoriquês?

É o nome dado ao modo de falar de Odorico Paraguaçu: discursos pomposos construídos com neologismos inventados na hora, falsas citações e erudição de fachada. "Prafrentemente", "pratrasmente", "agoramente", "desaforistas", "os entretantos" e a célebre "os finalmentes justificam os não obstantes" são exemplos. O odoriquês é a sátira central da obra: a forma sofisticada esconde o vazio absoluto de conteúdo.

Quais temas de redação podem sair de O Bem-Amado?

Demagogia e populismo, corrupção e desvio de verba pública, obras inúteis e prioridades invertidas na gestão, o papel fiscalizador da imprensa, liberdade de expressão, coronelismo e poder local, nepotismo, hipocrisia e moralismo social, manipulação da opinião pública pelo discurso, e a fabricação de mártires políticos.

Para aprofundar: Estrutura da redação da UERJ, Como a UERJ corrige a redação, Argumentação e estratégias argumentativas, Projeto de texto, Figuras de linguagem e Gota d'Água, de Chico Buarque, no blog do DoMonteiro.

Domine O Bem-Amado e toda a UERJ 2027

Videoaulas gratuitas, correção de redação e trilha de estudos com o Prof. Sérgio Monteiro.

Conteúdo revisado pelo Prof. Sérgio Monteiro em .